segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Permita-se cativar















E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? Perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaste ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços...".
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... (...) Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo. Então disse ao príncipe:
- Por favor... Cativa-me!
(Antoine de Saint-Exupéry – Trecho de “Le Petit Prince”)

Fomos acostumados a entender como verdade que apenas tendo em nossas vidas “esta” ou “aquela” pessoa é possível ser feliz e se sentir amado.
Deste conceito, nos equivocamos ao pensar que sem estas pessoas de rótulos comuns, não temos apoio, amor ou em quem confiar.
Mas a verdade na qual devemos entender é bem mais simples: os sentimentos de cada um não são presos a rótulos. Eles criam elos que não se prendem a conceitos padrões e terrenos. Estes elos são criados quando nos permitimos cria-los, desta forma, somos nós que escolhemos se desejamos pessoas a nossa volta ou se optamos por isolar nossos corações.
O mundo está cheio de pessoas.
Cada um possui um universo de sentimentos a compartilhar e armazenar.
Não deixe que um sistema errado escolha por você em quem confiar.
Você é mestre do seu próprio coração.
Escolha então, a amizade e o amor das pessoas.
Cada pessoa é única. Não podemos padronizar quem devemos amar quem devemos respeitar, ou a quem devemos nos unir.
É preciso sentir que, não há uma formula para curar um coração isolado das pessoas. Mas sim, há um caminho para se escolher, que mostra que é possível ter uma família fora do seu próprio sangue. É possível ter com quem contar mesmo sem ter um parceiro ou aquele amigo de infância da época da escola... É possível sentir o amor através de novas pessoas, pessoas diferentes e inusitadas!
Sempre haverá pessoas a sua volta, mesmo que você não as perceba. Mesmo que troque duas palavras com elas em um “bom dia” uma vez por semana.
Se nos permitimos abrir nossos sentimentos a pessoas sem rótulo, podemos cativar e nos deixar ser cativados.
E então, um elo é criado. A amizade surge. E entendemos que a amizade nos torna pessoas mais fortes, mais felizes e mais incrivelmente amadas.  

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Ame a si mesmo primeiro















"Pois toda a Lei se resume num só mandamento a saber: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”". (Gálatas 5:14)

Mas como amar o próximo, sem antes saber amar a si mesmo?
Na visão de varias religiões, esta tem sido a regra base da construção do desenvolvimento religioso, social ou evolutivo dos que compartilham a importância desta mensagem. Porém ao aplicarmos esta regra em nossas vidas, por muitas vezes, esquecemos que somos a primeira pessoa que pode se beneficiar deste amor.
Amar e respeitar a si mesmo não envolve uma ideia de orgulho ou narcisismo, mas sim, mostra a chave para entendermos a nós mesmos, a nos sentirmos seguros com quem somos e gratos pela vida que nos foi concedida.
Uma pessoa que enxerga defeitos em si mesmo está mais propensa a enxergar defeitos nos outros. E porque não estaria? Já que este é um mecanismo de defesa comum do ser humano.
Mas, uma pessoa que ama a si mesma pode enxergar o amor que deve ser aplicado aos seus semelhantes. Pois ela o conhece. Pois ela sabe que assim como lhe é certo amar aquela pessoa única, que é parte de Deus e do universo que ela vê no espelho todas as manhãs, ela sabe que lhe é certo amar a todos os outros, que também são parte de Deus e do universo “como a ti mesmo”.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sobre a palestra e evangelização infantil no dia 23/11

Aviso aos amigos frequentadores da casa:
Este domingo dia 23 de novembro, não haverá palestra e evangelização infantil devido a uma atividade fechada. 
Solicitamos que aguardem a divulgação das palestras referentes as próximas semanas.

Agradecemos a compreensão.
Casa Ra-zhu.

A importância da caridade


“Procurando o bem para os nossos semelhantes encontramos o nosso.”
Platão

“O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade é a fonte de todas as virtudes.”
“(...) Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: Fora da caridade não há salvação.”
Allan Kardec

“Orar não é o mais importante. Importante é praticar a caridade e o amor, mesmo para uma pessoa que não seja religiosa.”
Dalai Lama

“A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condição do esperado Reino de Deus.”
Chico Xavier


De acordo com inúmeros mestres da sabedoria humana a caridade é o veículo chave para a evolução do ser.
Trata-se de um conceito atribuído à ideia de caridade entre inúmeras religiões e linhas de pensamento ao redor do mundo. Porém, vale lembrar que a caridade antes de ser uma ação voluntária para o auxílio ao nosso próximo, é acima de tudo, uma ação com base no amor.
Assim como a evolução espiritual tem suas bases na caridade, a caridade está por sua vez sustentada na verdadeira compaixão do ser humano para com as necessidades de seu próximo e também em sua vontade de aplicar o sentimento de amor ao ajuda-lo.
Antes de participar de uma ação de caridade, é importante se conscientizar do conceito real desta palavra. Sem o sentimento de amor na caridade, a doação não o levará a evolução.

Lembre-se que as oportunidades de realiza-la cruzam nosso caminho constantemente. Não apenas na forma de doação material, mas muito principalmente, através de pequenas ações que podemos realizar em nosso dia a dia.
Seja ajudando uma senhora a se sentar no transporte público, auxiliando um amigo com um conselho ou consolando-o, ou repartindo seu lanche com aquele cãozinho que passou por você no caminho de casa, não importa o formato, o que importa é que acima de tudo: Você o fará com amor.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Parábola do “bom ou ruim”


Quando o belo cavalo de um velho fazendeiro chinês fugiu de sua fazenda, seu vizinho por solidariedade veio consolá-lo. Porém o velho e sábio fazendeiro diz ao amigo: “Quem sabe o que é bom e o que é ruim?”.

Dias depois, o belo animal retorna á fazenda seguido de vários outros cavalos. O vizinho do fazendeiro veio parabeniza-lo pela boa sorte. Porém o velho e sábio fazendeiro diz ao amigo: “Quem sabe o que é bom e o que é ruim?”.

Quando o filho do velho fazendeiro tentou domar um dos novos cavalos e quebrou a perna, o vizinho do fazendeiro veio consolá-lo novamente. Porém o velho e sábio fazendeiro diz ao amigo: “Quem sabe o que é bom e o que é ruim?”.

Dias depois, o exército veio á casa do velho fazendeiro para recrutar seu filho, que por conta da perna quebrada não se juntou á tropa. O vizinho do fazendeiro veio parabeniza-lo novamente pela boa sorte. Porém o velho e sábio fazendeiro diz ao amigo: “Quem sabe o que é bom e o que é ruim?”.


  O que é realmente bom, e o que é ruim de verdade? Ambas as coisas tratam-se apenas de pontos de vista. Uma forma de enxergar situações com nossos pequenos olhares terrenos.
Quando olhamos para nossos problemas, constantemente, não nos permitimos pensar no “todo” e sim, apenas no nosso ponto de vista á cada acontecimento.
  A espiritualidade superior está constantemente nos guiando para as conquistas e provações que constroem nosso caminho de evolução. Porém, não sabemos quais acontecimentos em nossas vidas nos levarão ás conquistas ou ás provações que julgamos boas e ruins por nossa própria perspectiva.
  A fé então se torna o alicerce desta visão mais serena. A visão do “todo”, que nos ensina a ser pacientes e entender que os acontecimentos de nossa vida são apenas eventos. Eventos que constroem nosso caminho.

  “A desilusão de agora será benção depois.”
  Chico Xavier

quarta-feira, 13 de agosto de 2014


Salários 

“E contentai­vos com o vosso soldo.”
João Batista (Lucas, 3:14) 

A resposta de João Batista aos soldados, que lhe rogavam esclarecimentos, é modelo de concisão e de bom senso. Muita gente se perde através de inextricáveis labirintos, em virtude da
compreensão deficiente acerca dos problemas de remuneração na vida comum. Operários existem que reclamam salários devidos a ministros, sem
cogitarem das graves responsabilidades que, não raro, convertem os administradores
do mundo em vítimas da inquietação e da insônia, quando não seja em mártires de
representações e banquetes. Há homens cultos que vendem a paz do lar em troca da dilatação  de
vencimentos.
Inúmeras pessoas seguem, da mocidade à velhice do corpo, ansiosas e
descrentes, enfermas e aflitas, por não se conformarem com os ordenados mensais
que as circunstâncias do caminho  humano lhes assinalam, dentro dos
imperscrutáveis Desígnios. Não é por demasia de remuneração que a criatura se integrará nos quadros
divinos. Se um homem permanece consciente quanto aos deveres que lhe
competem, quanto mais altamente pago, estará mais intranqüilo. Desde muito, esclarece a filosofia popular que para a grande nau surgirá a
grande tormenta. Contentar­se cada servidor com o próprio salário é prova de elevada
compreensão, ante a justiça do Todo­Poderoso. Antes, pois, de analisar o pagamento da Terra, habitua­te a valorizar as
concessões do Céu.

PÃO NOSSO (pelo Espírito Emmanuel)